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Você já ouviu falar no termo neuroplasticidade? Bom, ele está diretamente ligado à habilidade natural de criar e fortalecer novas conexões neurais. Você sabia que seu cérebro tem essa capacidade dentre outras diversas? No texto de hoje vamos falar da neuroplasticidade e alta performance e como se relacionam.
Neuroplasticidade: o que é?
A neuroplasticidade se trata da habilidade que propicia a criação de novos caminhos neurais em seu cérebro. E esses novos caminhos neurais que irão contribuir para sua alta performance.
Quando você nasceu sua neuroplasticidade era extremamente alta, mas havia poucas conexões neurais em seu cérebro. A partir disso, essas conexões criam-se através dos estímulos pelos quais você somos submetido durante o crescimento.
Por exemplo, na infância, com o mínimo esforço conseguimos aprender novas habilidades e criar novos comportamentos. Mas, agora, já na fase adulta seu cérebro não tem mais a mesma plasticidade. Ou seja, precisamos de mais esforço para aprender uma nova habilidade ou um gesto motor mais eficiente.
Neuroplasticidade e alta performance
A plasticidade permite ao atleta criar novas trilhas neurais. Assim, seus gestos motores se tornam mais eficientes e automatizados. Dessa forma, exigindo menor gasto energético e menor demanda cognitiva. E portanto, fazendo sobrar recursos que o atleta pode utilizar em outra atividade, em uma tomada de decisões específica ou aumentando seu foco de atenção.
A grande maioria dos atletas desconhecem a neuroplasticidade e acabam, sem perceber ou entender, fazendo mal uso dela. Assim, ao repetir treinos pouco eficientes ou de baixa qualidade ele vai solidificando trilhas neurais de baixa eficiência em seu cérebro. Ou seja, ele vai automatizando gestos motores pouco eficazes e de baixa qualidade técnica. Neste caso, o gasto energético e a demanda cognitiva para realizar um gesto motor é muito maior e compromete a performance do atleta.
Segundo o autor do livro Outliers (Fora de série), Malcolm Gladwell, são necessárias 10 mil horas de repetição para se atingir a alta performance. Sabe-se também que ambientes ricos em estímulos e com segurança emocional são mais favoráveis ao desenvolvimento cognitivo.
Entretanto, outro detalhe entre neuroplasticiade e alta performance é a curva de esquecimento. Isso porque há estudos que demonstram que após 20 minutos, a retenção desse aprendizado cai praticamente pela metade. Daí a importância de se entender os processos cognitivos de seus atletas.
O aprendizado correto
A segurança emocional é importante porque, além de aprendermos com as repetições, também aprendemos com o erro. Portanto, é necessário que o atleta se sinta seguro ao errar, sem ser ameaçado, ofendido ou até mesmo castigado. É claro que no esporte de alto rendimento o atleta precisa sair (e muitas vezes ser expulso) de sua zona de conforto para elevar seu nível de performance. Mas ele deve se sentir emocionalmente seguro para cometer erros e aprender com eles.
A boa notícia é que o cérebro tem uma motivação intrínseca para aprender. Entretanto, só está disposto a faze-lo quando reconhece como significante aquilo que irá praticar. Neste caso, as emoções positivas proporcionam uma melhor aprendizagem.
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